Maratona Freeman: Simplesmente amor


Para mim, comédias românticas sempre foram muito chatas para serem assistidas. Só era válido quando assistida por alguém, para poder zoar todos os clichês e os personagens bestas. Bem, nessas últimas semanas venho tentando passar por cima dos meus preconcentos culturais, assistindo e lendo o que eu nem daria atenção normalmente. É claro que esse gênero cinematográfico estava entre eles, e foi um dos tesouros que eu achei nessa brincadeira - durante a vida eu só vi aos piores do tipo, porque não é possível!

Como indica o título, o meu hobbit lindo foi um motivo para eu incluir "Simplesmente amor" na lista de opções. Também havia o professor Snape, o Mr. Darcy, Mr. Bean, Elizabeth Swan,... Acho que deu para entender, não é? A culpa é do elenco. Diversas histórias de amor que se cruzam ao longo do caminho durante a mágica época do natal? Que sem graça. Deve ser mesmo um filme só para passar o tempo, pensou consigo Lizzie Babaca.

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Pelo menos para mim, o filme temrinou sendo bem mais do que isso. Por mais batidas que sejam diversas situações, eu ri de tudo, até daqueles casos que eu geralmente considero idiotas - nunca tinha achado tão hilário ver o agarramento de um casal sendo descoberto no meio de um espetáculo com a abertura da cortina. Claro que há momentos chatos e inúteis, como o vendedor que empacotava o produto com uma lentidão ridícula enquanto a pessoa que não deveria saber do presente chegava. A tensão se foi ainda na caixinha...

O que fazer? Momentos chatos sempre existem, por melhor que o filme seja. O saldo final foi estupidamente positivo! Me emocionei com praticamente todas as histórias, e acho que o que me ganhou foi ver que nem todas foram sobre envolvimentos românticos. Amor é um sentimento tão vasto que não deveria ser reduzido a isto. 

Quer prova maior de amor do que preferir ficar com a família conturbada e problemática do que ir com o bonitão da sua vida? Ou preferir passar o natal forever alone com o melhor amigo de todos os tempos, quando podia ir às melhores festas de Londres? Aprender uma língua totalmente nada a ver com a sua só para poder se comunicar com a sua paixão também é muito digno.

Então é daqui que veio essa gif linda!

O mundo está cheio de ódio, mas cheio de amor também. Imagino que só nos resta não deixar de espalhar este sentimento tão fofo por aí, e fazer das nossas vidas e dos que nos conhecem um pouco mais leves e alegres. Clichê? Lógico. Verdade? Também.

Antes de fechar o texto: se você ainda não viu o filme (parece que todos no planeta já assistiram) e não se convenceu com essa postagem melosa e apaixonada de que ele vale a pena, quero te dizer que nele tem o Colin Firth se matando para conseguir falar português; bom, para mim esse argumento é muito válido.

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