Andei assistindo: Doctor Who: 4x08/09 - Silence in the library/ Forest of the dead


Como é que faz para voltar a dormir no escuro, minha gente?

Livrarias são templos sagrados para mim. Posso ficar em alguma horas seguidas e nem reparar. Às vezes vou para o shopping somente para visitar os livros. Então chega Steve Moffat e me faz não só a voltar a tremer de medo do escuro, como também me deixou agora com muito medo de voltar a frequentar qualquer tipo de lugar semelhante a uma biblioteca.

Tá, eu só estou brincando. Continuo amando passar uma tarde inteira examinando estantes e alugando de graça as poltronas com pilhas de exemplares para analisar. Mas esse episódio duplo conseguiu me deixou um pouco perturbada. Fiquei morrendo de medo dos vashta nerada, muito angustiada pela Donna e bastante intrigada com essa River Song. Nossa, esse cara tem uma vontade insaciável de explodir as nossas cabeças! E ele gosta mesmo de assustar criancinhas, não? Todos os seus roteiros (tirando "Time crash") tem um elemento de terror.


Um chamado anônimo levou o Doutor e Donna à Biblioteca. A maior de todo o universo, com absolutamente todas as obras escritas pela humanidade. Como pode um ambiente tão especial estar tão vazio? Não há nela sinal algum de vida, ainda que o computador local diga o contraio; segundo ele, há milhares e milhares de seres entre as estantes. Quando isso foi falado, logo pensei que esses eram traças, cupins e outros insetos demoníacos. A verdade provou ser muito pior: a Biblioteca estava infestada de vashta nerada, seres carnívoros e microscópicos que vivem no escuro e se alimentam em menos tempo que um piscar de olho.

Essa história mete muito medo, acho que os vashta nerada são piores monstros que já apareceram na série, é quase impossível fugir deles. As nossas sombras servem de disfarces para as criaturas, e em menos de um segundo você é osso puro. O que são daleks e weeping angels mesmo?

E ainda tem as partes de conflito interno vividos por Donna e pela garotinha Charlotte. Não saber o que é a realidade e o que é sonho se perder na constantemente na própria linha do tempo, perceber que aquilo que estava sendo vivido era uma farsa. Caramba, que coisa horrível! Eu nunca conseguiria suportar isso tudo, e por isso admiro a Donna cada vez mais. Até agora, ela foi a companion que mais sofreu (nessa série nova). Praticamente todas as viagens que ela fez foram muito traumatizantes, tanto que ela já considerou voltar para casa.  

Uma frase tranquilizante : "O mundo real é uma mentira, e seus pesadelos são reais."
Me impressionei ao ver que River Song dava as caras nesse episódio. Apareceu bem cedo, achei que só a veria na quinta ou na sexta temporada. Eu gostei dela, é muito corajosa e parece estar bem acostumada a esses tipos de aventura. A despedida dela foi tão emocionante que eu quase fiquei triste ao ver que ela sobrevive (é, eu gosto de finais trágicos). Mas o que ela narrou no final foi tão bonito, tanto que fechei a janela feliz. Doctor Who já é um seriado com histórias bem trágicas, é bom ver as pessoas sobrevivendo de vez em quando.

Acho que o episódio foi tão perfeito para mim porque eu o assisti durante a madrugada; todos na casa dormindo, todas as luzes da casa apagadas, inclusive a do meu quarto. Um breu total. Foi muito legal fazer isso, aproveitei bem mais do que se tivesse visto de dia ou com luz. O problema é que agora eu vou me remoer para sempre por não ter feito a mesma coisa quando assisti Blink e tantos outros...a partir de agora, passarei a ver minhas séries no escuro mesmo.

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